Treinador do Nacional quer defrontar o Rio Ave sem beliscar a verdade desportiva

Foto: Joana Sousa

A dignidade e o brio profissional dos jogadores do Nacional, que ocupa o último lugar e já está virtualmente despromovido ao segundo escalão, são vetores de que Manuel Machado não abdica para o jogo de despedida na I Liga.

“Transmiti ao plantel que há duas vertentes fundamentais para respeitar. Primeiro, é a compostura, de que não abdicamos. Somos profissionais até ao último momento, com respeito ao compromisso contratual que temos com o clube. Em segundo lugar, por haver um conjunto de emblemas que lutam por sobreviver, vamos jogar de forma séria, com respeito pela competição e pela verdade desportiva, como também fizeram connosco”, advertiu.

Manuel Machado afirmou que a descida do Nacional lhe deixa um grande sentimento de tristeza. “Este período pequeno em que geri o clube, pois o outro foi de outro quadro técnico, foi sempre de grande dificuldade. Na entrada da segunda volta, tudo aquilo que parecia relativamente fácil, que era a manutenção, foi-se tornando um problema de difícil resolução. Aquilo que herdei era uma situação de muita dificuldade, embora tivesse a perspetiva de inverter essa situação. O facto é que não o conseguimos, deixando um sentimento de tristeza, não de frustração, porque fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”, afirmou o técnico do conjunto insular.

Apesar de tudo, considerou que “houve desempenhos bastante positivos”, mas o calendário que incluía FC Porto, Benfica e Sporting, “agudizava o que o Nacional tinha pela frente”, mas mesmo nesses jogos, “houve a possibilidade de pontuar”.

O técnico apontou para a “existência de cinco ou seis momentos que, [com o Nacional] a pontuar”, todos estariam “a falar de uma outra maneira”.

Manuel Machado ressalvou ainda “o desaparecimento do quadro de disponíveis de jogadores mais calejados nesta prova e que nesta parte de alguma pressão adicional, seriam importantes”, para mais, num conjunto de jogos com “um calendário adensado”.

O treinador está convencido de que o clube madeirense rapidamente regressará ao escalão principal.

“O passado fala por si. O problema não é propriamente a queda, mas a forma como nos levantamos. Tenho esperança, senão mesmo a convicção, que o futuro será uma repetição do passado recente, em que o Nacional caiu, mas soube sempre levantar-se de imediato”, asseverou.

Quanto ao seu futuro no Nacional foi taxativo: “Não houve qualquer tipo de abordagem relativamente ao futuro do quadro técnico”.

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