Treinador do Marítimo procura manter “consistência defensiva” diante do Vitória

Foto: (ASPress/Helder Santos)

O treinador do Marítimo, José Gomes, disse hoje que pretende manter os níveis de “concentração e consistência defensiva” na partida com o Vitória de Guimarães, da 33.ª ronda da I Liga portuguesa de futebol.

Os madeirenses levam quatro partidas seguidas sem perder e sem sofrer golos e deslocam-se ao reduto dos vitorianos, que perderam os últimos dois jogos e ficaram a seis pontos do quinto lugar, que dá acesso à Liga Europa.

“Temos a obrigação de manter a concentração, a coesão e a consistência defensiva que mostrámos nos jogos anteriores. Não podemos esperar um adversário fragilizado, caso contrário, já estaríamos em desvantagem. Temos de estar preparados para um Vitória de Guimarães forte”, salientou, na conferência de imprensa de antevisão do encontro de domingo.

O técnico acrescentou que a importância de continuar a série de jogos sem golos concedidos dá mais “tranquilidade” à equipa e “menor pressão” na fase de construção.

“Ao sermos pacientes com bola no momento em que a temos e que não há espaço para contra-atacar, podemos conseguir ter a bola mais tempo e isso vai levar a equipa para outro patamar de qualidade”, referiu.

Mesmo reconhecendo a fase menos boa do Vitória, um “grande clube” que José Gomes conhece pelos mais de 10 anos em que viveu em Guimarães, o técnico destacou a “capacidade elevadíssima” dos extremos Marcus Edwards, Davidson e Olá John em desequilibrar.

“Conheço a exigência que existe dos adeptos para com os jogadores e o corpo técnico. Essa exigência permanente faz com que seja impossível considerar que vamos encontrar um Vitória de Guimarães abaixo do seu nível atual. Vai ser um jogo difícil, contra uma equipa que fez jogos fantásticos na Liga Europa esta época e jogos de alta qualidade também durante o campeonato”, enalteceu.

Com a manutenção alcançada, a possibilidade de dar a titularidade a jogadores menos utilizados foi questionada, mas José Gomes foi perentório sobre o assunto.

“Não é que não hajam muitos jogadores, porque eles trabalham muitíssimo bem e mereciam esse prémio, mas eu não posso por o prémio deles à frente da instituição e da seriedade do nosso trabalho. Vai jogar quem eu acho que tem de jogar. Não é que outros não mereçam jogar, mas tenho que ser fiel ao que acredito que é o melhor para o clube”, respondeu.

As várias ausências por lesão (Rúben Ferreira, Correa, Diego Moreno, Joel Tagueu e Fábio Faria) vão fazer com que o Marítimo não tenha sequer 20 convocados para a deslocação ao Estádio D. Afonso Henriques, onde o último triunfo foi conseguido na época 2015/16, por 4-3, em que o treinador ‘verde rubro’ era Ivo Vieira, atual líder da equipa técnica dos ‘conquistadores’.

O Marítimo, 11.º classificado, com 38 pontos, visita o Vitória de Guimarães, sétimo, com 46, no domingo, às 21:15, com arbitragem de Luís Godinho, da Associação de Futebol de Évora.

Deixe um comentário