Portosantense falta a jogo e fica incrédulo com postura da AFM

Foto: Joana Sousa

O Portosantense não compareceu ao encontro frente a Machico, agendado para esta manhã, por não ter conseguido vagas na ligação aérea para a Madeira, como explica o clube em comunicado enviado à nossa redação, no qual constam críticas severas à postura da AFM num processo longo.

Eis o comunicado:

“Após várias tentativas, até o dia de ontem, para tentar alterar a data do jogo entre AD Machico e a Portosantense SAD, marcado para o dia de hoje dia 19 de Janeiro de 2020, domingo, vimos por este meio informar que não conseguimos a referida alteração, pelo que, não iremos comparecer ao jogo pelos motivos que abaixo se enunciam.

1. Todos nós sabemos que no mês de Janeiro as dificuldades dos naturais e residentes no Porto Santo são severas e muito pouco humanas. As condições que nos oferecem para sair e voltar à nossa ilha são um absurdo e inqualificáveis.

2. É certo que existe um avião que efetua por dia, duas viagens de ida e volta para a ilha, contudo, em horários muito limitados, e com a gravidade que nesta altura a oferta de lugares naquele avião chega a ser ridícula, principalmente ao fim de semana, onde temos todos clubes locais com os seus vários escalões e modalidades a viajar em simultâneo para competir, pasma-se, porque as equipas da Madeira não querem (ou não lhes deixam!?) deslocar de avião até ao Porto Santo até que o navio regresse…

3. Ora posto isto, são os clubes do Porto Santo praticamente obrigados a se deslocarem para manter os seus atletas em actividade, sob pena de os mesmos ficarem a ver nos meios de comunicação social os seus adversários a desfrutarem das respectivas competições regionais.

4. Acontece que, inevitalmente, os escassos lugares existentes, em pouquíssimo tempo esgotam-se, limitando toda a logística que implica a deslocação de 17 ou mais pessoas para a ilha da Madeira.

5. Nesse sentido, já com grandes dificuldades no passado dia 12 de Janeiro deslocamo-nos ao Caniço com toda a comitiva, sendo certo que implicou que alguns dos nossos atletas ficassem impedidos de regressar ao Porto Santo por falta de lugares, tendo os mesmos ficado hospedados na Madeira, aumentando os custos desta deslocação.

6. No entanto tivemos os cuidado de alertar a Associação de Futebol da Madeira via telefone, já no dia 6 de Janeiro que as viagens para dia 19 de Janeiro estavam esgotadas, mas que iriamos tentar até à última, viajar para disputar o jogo em questão.

7. Não obstante as várias tentativas durante toda a semana, informamos a Associação de Futebol da Madeira na segunda feira que seria quase impossível viajar pois implicaria que a comitiva viajasse em 3 dias diferentes para a Madeira e o regresso de forma semelhante.

8. Entramos em contacto com os nossos adversários que prontamente aceitaram sob determinadas exigências perante a Associação de Futebol da Madeira, que nos são completamente alheias, e que foram recusadas por aquela entidade.

9. Recusadas as exigências feitas pelo adversário à Associação de Futebol da Madeira, os nossos adversários de imediato informaram que não aceitavam a alteração defendendo os seus interesses que são legítimos como a de qualquer outro clube.

10. De seguida reunimos documentação oficial junto da companhia aérea que realiza esta operação, onde os mesmos são claros ao dizer que os voos para domingo estão completos.

11. Enviamos à associação de futebol da Madeira, e incrédulos, recebemos a resposta a dizer que aquele documento não era o suficiente para provar a nossa impossibilidade de viajar, uma vez que nós deveríamos ir e voltar noutros dias que não o domingo.

12. Devemos, talvez recordar à Associação de Futebol da Madeira que o PRAD não nos financia as estadias e a alimentação quando nos deslocarmos via aérea. Apenas nos atribui uma diária de 25 euros por atleta, contudo, duvido que com 25 euros se consigam alimentar um atleta durante três ou mais dias, porque quanto ao alojamento nem se fala…

13. Posto isto, não vamos comparecer ao jogo, não por falta de vontade da nossa parte, mas sim por culpa imputável a terceiros, pois a maior das verdade é que para sair e voltar para a ilha do Porto Santo é mais difícil e penoso, nesta época do ano, do que tentar ir a Lisboa ou ao Porto, com partida da Madeira.

14. Vamos aguardar a posição do Conselho de disciplina da Associação de Futebol da Madeira, que será certamente sensível a esta situação e voltará a repor a devida justiça dando-nos razão.

15. Quanto aos seguintes jogos temos uma certa curiosidade em saber como é que os nossos adversários vão se deslocar ao Porto Santo nos próximos fins de semana sem navio. Nós prometemos que não aceitamos adiar o jogo. Depois o conselho de disciplina que faça justiça…”

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