José Luís Nunes pede demissão do Conselho de Disciplina da AFM

Foto: DR

José Luís Nunes, o presidente da Associação Desportiva e Recreativa do Bairro da Argentina, exigiu esta terça-feira a demissão do Conselho de Disciplina (CD) da Associação de Futebol da Madeira (AFM).

«Um tratamento discriminatório e abusivo», é a realidade traçada pela ADR Bairro da Argentina, onde exige responsabilidades por parte da AFM.
José Luís Nunes refere não se conformar com algumas decisões do CD, revelando que o clube já deu entrada na AFM com um pedido de demissão para todo o Conselho Disciplinar.
O clube deu o exemplo do encontro entre Bairro da Argentina e Santacruzense o ano passado, em que ocorreram cenas de violência, situação em que a AFM abriu prontamente um inquérito para apurar os acontecimentos. Como comparação, José Luís Nunes lembrou o jogo de juniores entre Nacional e Marítimo, em que ocorreu violência no final e onde a AFM não abriu qualquer inquérito para determinar as respetivas sanções.
Foram “invocadas” ainda declarações do presidente da AFM, Rui Marote, no programa Prolongamento, da RTP-Madeira, onde o próprio afirmou «por duas vezes, inquérito para quê?». O clube pede seriedade e explicações a Rui Marote e ainda a sua demissão, justificando o pedido dizendo que «quem é conivente, é igualmente responsável».
Uma associação que «só aplica a lei quando convém», é como o dirigente define sucintamente o modo de atuação da AFM em diversas situações.
Por isso, denunciou os «comportamos discriminatórios onde a balança não tem sempre o mesmo peso na análise dos mais diversos casos».
«Uma dualidade de critérios gritante, onde há dois pesos e duas medidas na sua atuação. Os deveres de neutralidade e imparcialidade são constantemente colocados em causa. Há filhos e enteados!», vincou o clube.
A coletividade acusa a associação e o seu presidente, Rui Marote, de estarem «presos no passado», referindo que o futebol regional vive em «permanente “show off”».
Outro ponto referido foi os apoios dados à AFM, que é, segundo o clube, «uma sugadora de apoios públicos», não se conseguindo perceber bem onde o organismo aplica a subvenção recebida, que é «de 428 mil euros» anuais. Por isso, o clube “reclama” mais apoio da AFM, principalmente a nível do futebol de formação, onde denuncia uma situação de «achincalhar e maltratar» os jovens do seu clube, que treinam muito tarde – por volta das 22h00 – porque há escassez de recintos desportivos no concelho.
Por último, José Luís Nunes lançou o apelo, para que os dirigentes «não sejam covardes» e denunciem o que está mal no futebol regional, saindo em defesa dos seus clubes.

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