I Liga: Nacional ambiciona regresso com época tranquila e manutenção

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O Nacional ambiciona assegurar cedo a manutenção na I Liga portuguesa de futebol, para conseguir uma época tranquila na 20.ª presença no principal escalão, após um ano de ausência.

A formação madeirense manteve o treinador Luís Freire, que, na época passada, fez do Nacional a equipa mais regular da II Liga, até à suspensão devido à pandemia de covid-19, em março.

Nos 24 jogos disputados, os ‘alvi-negros’ somaram apenas duas derrotas, frente a Benfica B e Cova da Piedade, e detinham o melhor ataque (com 36 golos marcados) e a melhor defesa (16 sofridos), assegurando a promoção à I Liga, juntamente com o Farense.

Face à maior exigência do principal escalão, a direção liderada por Rui Alves determinou um orçamento a rondar os cinco milhões de euros, tendo como objetivo assegurar a manutenção e, a médio prazo, recuperar um estatuto europeu.

O Nacional conta 19 presenças na I Liga, 15 das quais seguidas, entre 2002/03 e 2016/17, fase em que terminou duas vezes no quarto lugar, em 2003/04 e 2008/09, contando ainda cinco presenças nas competições europeias e três nas meias-finais da Taça de Portugal.

Aos 34 anos, Luís Freire vai estrear-se no principal escalão, após concretizar a sexta subida de divisão da carreira, seguindo-se às promoções de Ericeirense, duas nos distritais de Lisboa, Pêro Pinheiro, também duas, dos distritais ao então Campeonato Nacional de Seniores, e Mafra, que colocou na II Liga.

Os madeirenses prepararam maioritariamente o regresso à I Liga no Funchal, contando ainda com um estágio em Guimarães, no início do mês.

Foi durante esta permanência no continente que os insulares realizaram grande parte dos jogos de pré-temporada, contando derrotas com Santa Clara (2-1), Moreirense (2-0) e FC Porto (2-0) e uma vitória, com o Rio Ave (2-1).

O Nacional inicia o campeonato em casa, no sábado, frente ao Boavista, ainda sem ter o plantel fechado, nomeadamente, com as possíveis saídas do médio Marcelo Freitas e do avançado internacional georgiano Arabidze.

O colombiano Brayan Riascos e o hondurenho Bryan Rochez que, com 12 e nove golos, respetivamente, foram os melhores marcadores na época passada, permanecem, tal como a maioria da ‘espinha dorsal’ da equipa, num ataque reforçado com o extremo brasileiro João Víctor (ex-Caldense) e o avançado húngaro Gergely Bobál (ex-Zalaegerszeg).

Destacam-se ainda os reforços para o meio-campo, casos do luxemburguês Vincent Thill, que jogava no US Orléans, por empréstimo do Metz, e do francês Vincent Koziello, cedido pelo Colónia.

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