Costinha garante: «Não precisamos de donativos, temos os salários em dia»

Foto: Paulo Calado

Na antevisão do jogo com o FC Porto, Costinha não escondeu alguma revolta e «mágoa» por «tudo o que vem sendo dito sobre o jogo» frente aos dragões, designadamente, suspeitas de prémios lançadas por «algumas pessoas que até tiveram um grande passado no futebol.»

 

O treinador deixa bem clara a sua posição: «Se souber que algum jogador meu recebeu proposta para vencer o jogo, ou ele não joga ou eu não apareço.  Se no meu tempo era assim? Muito sinceramente, não.»

 

Mais disse mais: «Preocupa-nos a parte emocional do jogo e a comunicação. O que se irá escrever? Se conseguir vencer foi por ter incentivo, se não vencer é por ele [Costinha] ter admiração pelo clube que representou. Muito da estupidez no futebol parte do que se escreve e diz. Repito: O Nacional paga os salários e está em dia. Não precisámos de donativos para «ganhar jogos, temos de ganhar pelo nosso valor. Mas em Portugal vai ser sempre assim quando houver disputa do título. Agora todos têm mala! Olhe, a minha mala está feita e sei o que vou fazer com ela se não conseguir a manutenção.»

 

Para Costinha, a pressão está dois lados: «Talvez com mais peso para o FC Porto, que luta pelo título e que tal como nós tem de vencer e esperar pelo resultado de terceiros. Temos de ser fortes emocionalmente e acreditar que podemos somar seis pontos nos jogo s que faltam. Temos de ser determinados. Ainda agora vimos equipas que estavam praticamente eliminadas [Liga dos Campeões] a atingirem fase importante. Temos de ser fortes e acreditar. Essa é uma virtude do FC Porto. No ano passado pouco acreditavam que o FC Porto fizesse o que fez.»

 

Apesar disso, o treinador do Nacional diz que a jogar em casa «há 50 por cento de favoritismo para cada lado.»

 

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