Carlos Pereira falta a reunião com Liga e TAP

Foto: HELDER SANTOS

Num comunicado intitulado «assuntos maiores não são tratados de forma menor», o Marítimo informou que não se fará representar na reunião desta quarta-feira com a Liga e TAP, em Lisboa, para discutir a decisão da transportadora aérea em alterar a tarifa de desporto para a Madeira.

A reunião está marcada para as 14.30 horas desta quarta-feira e vai juntar os responsáveis da TAP, da Liga Portugal e o presidente do Nacional, Rui Alves, que denunciou o assunto. O Marítimo considera essencial a presença dos presidentes de todos os clubes profissionais e não profissionais do arquipélago.

Eis o comunicado na integra:

«O Club Sport Marítimo não se fará representar na reunião promovida pela Liga Portugal com a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), agendada para esta quarta-feira, 19 de Junho, em Lisboa.

Apesar de convidado a participar na sessão, entende o Club Sport Marítimo que o assunto é de extrema importância, porque coloca em causa o princípio básico da continuidade territorial, e deve, por isso, ser tratado nas mais altas instâncias, envolvendo os presidentes dos clubes não profissionais e profissionais, da própria TAP e, como não pode deixar de ser, da Liga Portugal, cenário que, infelizmente, não se verifica.

Considera o Club Sport Marítimo que o formato encontrado para discussão de um assunto tão importante, para o normal funcionamento das competições, é lesivo dos interesses dos clubes, sobretudo os que têm sede nas regiões autónomas, e mais não é do que uma forma para mascarar uma discussão, tratando-a como um assunto de somenos importância.

Em tempo útil, e fazendo uso dos mecanismos apropriados, o Club Sport Marítimo já fez chegar às entidades competentes e administração da TAP a sua posição formal sobre o fim da tarifa desportiva, e vai continuar na linha da frente de forma a garantir que os clubes competem em pé de igualdade, independentemente do local onde estejam sedeados, sublinhando que mesmo com um oceano a separar continuamos a ser parte integrante do território português.»

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